quinta-feira, 29 de maio de 2014

Desvinculações


Para quase todos os seres humanos as desvinculações e as separações, no campo do afeto e do sentimento são, ainda, um problema difícil.
È hora de alguém se desligar do grupo familiar, mudar de vida, escolher outros caminhos. Ou o tempo de interromper a convivência, da diferenciação de uns para com os outros, de escolhas independentes, quase sempre traumáticas. Guardemos o entendimento de que todos nós somos criaturas de Deus com tarefas, caminhos e responsabilidades próprias e de que não estamos visceralmente ligados uns aos outros nos caminhos da vida.
Seja para decidir os nossos próprios roteiros, seja para aceitar as decisões dos entes queridos, procuremos liberarmo-nos mutuamente, sem revolta com serenidade, sem desespero ou desrespeito, atentos à lei do livre-arbítrio, que é uma bênção de que já dispomos, graças a Deus.
Na intimidade do ser, todos nós conhecemos as nossas necessidades evolutivas. Privar alguém de atendê-las é atitude frontalmente contrária aos ensinos de Jesus e da Doutrina Espírita. Nosso familiar que busca outra vida e experiência fora do grupo doméstico, espera de nós compreensão e apoio, para que se realize sem remorsos ou sentimento de culpa. Ele necessita mais de nossa bondade e de nosso entendimento do que de nossos recursos materiais ou de nosso nome. Demos a ele a liberdade por que anseia, seja qual for o grau de parentesco que se nos vincule. Lembremo-nos de que, ontem ou mesmo hoje, também nós buscamos caminhos e experiências que exigiram de nossos pais e familiares sacrifícios e sofrimentos que ainda não sabemos avaliar e agradecer devidamente. Os espíritos minimamente testados nas dificuldades e problemas da vida sabem, aceitar separações e mudanças. Ainda que elas nos pareçam erradas ou inconvenientes , respeitemos o alvitre e os caminhos dos filhos, porque, muito daqueles que amamos vieram à Terra justamente para trilhá-los, com vistas ao seu aperfeiçoamento e à satisfação de seus compromissos espirituais. Além do mais, sabemos – e muito bem – que um dia voltaremos a convivência com eles para realização dos nossos ideais de progresso. Não os lamentemos nem os condenemos. Abençoá-los e auxiliá-los em seus novos caminhos é o nosso dever. Esta, a maior mostra da dimensão de nosso amor pelos familiares.

Fonte: Família Escola da Alma/Giva de Freitas Teixeira Oliveira/UEM
Imagem:Google imagem




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