Para
quase todos os seres humanos as desvinculações e as separações,
no campo do afeto e do sentimento são, ainda, um problema difícil.
È hora de alguém se
desligar do grupo familiar, mudar de vida, escolher outros caminhos.
Ou o tempo de interromper a convivência, da diferenciação de uns
para com os outros, de escolhas independentes, quase sempre
traumáticas. Guardemos o entendimento de que todos nós somos
criaturas de Deus com tarefas, caminhos e responsabilidades próprias
e de que não estamos visceralmente ligados uns aos outros nos
caminhos da vida.
Seja para decidir os
nossos próprios roteiros, seja para aceitar as decisões dos entes
queridos, procuremos liberarmo-nos mutuamente, sem revolta com
serenidade, sem desespero ou desrespeito, atentos à lei do
livre-arbítrio, que é uma bênção de que já dispomos, graças a
Deus.
Na intimidade do ser,
todos nós conhecemos as nossas necessidades evolutivas. Privar
alguém de atendê-las é atitude frontalmente contrária aos ensinos
de Jesus e da Doutrina Espírita. Nosso familiar que busca outra
vida e experiência fora do grupo doméstico, espera de nós
compreensão e apoio, para que se realize sem remorsos ou sentimento
de culpa. Ele necessita mais de nossa bondade e de nosso entendimento
do que de nossos recursos materiais ou de nosso nome. Demos a ele a
liberdade por que anseia, seja qual for o grau de parentesco que se
nos vincule. Lembremo-nos de que, ontem ou mesmo hoje, também nós
buscamos caminhos e experiências que exigiram de nossos pais e
familiares sacrifícios e sofrimentos que ainda não sabemos avaliar
e agradecer devidamente. Os espíritos minimamente testados nas
dificuldades e problemas da vida sabem, aceitar separações e
mudanças. Ainda que elas nos pareçam erradas ou inconvenientes ,
respeitemos o alvitre e os caminhos dos filhos, porque, muito
daqueles que amamos vieram à Terra justamente para trilhá-los, com
vistas ao seu aperfeiçoamento e à satisfação de seus
compromissos espirituais. Além do mais, sabemos – e muito bem –
que um dia voltaremos a convivência com eles para realização dos
nossos ideais de progresso. Não os lamentemos nem os condenemos.
Abençoá-los e auxiliá-los em seus novos caminhos é o nosso dever.
Esta, a maior mostra da dimensão de nosso amor pelos familiares.
Fonte: Família Escola da Alma/Giva de Freitas Teixeira Oliveira/UEM
Imagem:Google imagem

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